quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Camarão que dorme e a onda leva ( O direito e o Samba)

                                                               

O post de hoje é apenas uma homenagem de um rapaz criado ouvindo um dos estilos musicais que representam a nação brasileira, define muito quem sou como pessoa. Irei elencar algumas características, de minha personalidade, e de minha forma de atuar no direito, que estão diretamente relacionadas ao samba e a cultura que o envolve.  Não pretendo aqui sobrepor o Samba a qualquer outro estilo musical, estou apenas reconhecendo os benefícios que ele me trouxe na vida, consequentemente no âmbito profissional.
Você já me ouviu falando alguma frase de efeito, algum ditado popular, fazendo algum trocadilho ou brincadeira em acontecimentos do dia a dia? É minha galera, isso não veio do nada, veio do samba, isso é de alguém que foi criado por um pai que é percussionista, e dos bons, quem conhece sabe do que estou falando.
A criatividade, a irreverência, a alegria de viver, acho que não vieram do nada, devo muito ao Samba. Falam-me por muitas vezes que sou muito empolgado, expansivo, não sou eu, é o samba, sou como um partido alto, rotação alta, e vou vivendo assim, no trabalho ou nos amigos, faz parte da minha essência.
E como isso afeta o meu atuar no direito? EM TUDO!!!! Começa pela construção de um bom networking, a rede de relacionamentos, o samba é um meio de alegria, sempre tem gente conversando, batendo um bom papo, fazendo amizade... Eu sei o quanto é difícil conseguir aquela diligência com aquele servidor que está lá de má vontade. As vezes a educação, um sorriso aberto, um cumprimento sincero o desarma, e missão cumprida, porque? O samba.
Aquele problema jurídico aparentemente sem solução, não tem jurisprudência, não tem doutrina, como argumentar, não sabemos o que virá do juiz, precisamos ser convincentes, defender seus interesses, essa é a malandragem do samba, saber onde pesquisar, usar o jogo de palavras, não perder o prazo, resolver problemas, é o samba.
Deixo por último a característica mais importante, ao meu ver, que é a alegria de viver. É carregar nos olhos um leve olhar, é saber que na simplicidade a felicidade é plena, é enfrentar as dificuldades do dia a dia com sabedoria, com um ditado popular, é seguir em frente.  O trabalho está ruim? Ouça um samba! O trabalho está pesado? Ouça um samba!! Quer ser feliz sem motivo especial? Ouça um samba!!
Um salve pra os bambas:  Arlindo Cruz, Fundo de Quintal, Almir Guineto, Zeca pagodinho, Jorge Aragão, Revelação, Beth Carvalho e tantos outros ...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O Filho Pródigo ( O retorno das atividades)

Depois de um tempo ausente, espero retomar a regularidade dos posts. Esse retorno  não está pautado em um tema em específico, é apenas a vontade de voltar a escrever, algo que descobri que gosto de fazer. Mas vamos parar de ser prolixo e externar algum pensamento.
Mais um ano se passou, 2011 se foi, chegamos em 2012 e como é de praxe, fazemos uma análise, aquela velha retrospectiva. Nada tipo aquele programa da globo, é lógico, porém  colocamos metas e conquistas que gostaríamos de atingir ao longo do novo ano que se inicia. Comigo não foi diferente, 2011 foi um ano de muito aprendizado, consolidei algumas idéias, acertei em algumas escolhas em que apostei muitas fichas ,fiquei muito contente.
Ano passado eu entrei no que acredito ter sido minha melhor escolha durante toda minha trajetória na faculdade, a Adv Junior. Acho difícil aprender, dentro da universidade, tanto quanto esta atividade de extensão, em termos de direito ou de comportamento, me ensinou. A sede pelo conhecimento, pesquisar, ler, ter respostas, aprender que o barato de estudar não é tirar 10 em uma prova, é saber que aquela teoria possui uma resposta prática, e servirá de auxílio para casos concreto, não tem preço.
Iniciei também a vida de estagiário, todas as experiências estão sendo muito ricas, e de grande importância, são elas que nos fazem o profissional que seremos no futuro. Meu start não foi nada fácil, apesar de vivenciar ainda esse estágio inicial, hoje estou em uma posição muito mais confortável. Vejo muita gente com potencial, inteligente, porém sem vontade de ralar, de fazer o caminho das pedras.
 Sempre que posso tento ajudar os colegas que ainda estão nos primeiros semestres de curso e me fazem perguntas, procuro dar as respostas que não tive quando estava nessa época. Estágio não é pra ficar rico, é para aprender, estágio não é o suficiente, estude, pesquise, estágio não é pra ser sua segunda casa, é trabalho. Muita gente fala que os advogados só querem explorar, penso diferente, se sacrificar faz parte da vida, moleza não tem pra ninguém, todo mundo quer resultado e em qualquer estágio não será diferente. O estagiário será cobrado pelo chefe, o advogado associado será cobrado pelo sócio, e o sócio será cobrado pelos demais e por si mesmo, cada vez querendo oferecer um serviço de melhor qualidade e obtendo maior retorno financeiro. Para obtermos resultados incomuns, aqueles que poucos atingem, precisamos fazer a diferença, trabalhando igual aos demais, apenas conquistaremos o que todos possuem.
Outra coisa que eu acho importante comentar é que não devemos ficar esperando o estágio perfeito, ele nunca irá aparecer, comecei estagiando como voluntário, de graça mesmo, muita gente falando ahhhhhh de graça, nem morto. Mas nesse estágio aprendi a manusear um processo, lia as teses dos advogados, a fundamentação jurídica, o tipo de argumentação, nada é inútil, tudo é uma questão de postura. Em meu segundo estágio eu era exclusivo externo, ia do comércio para justiça federal de ônibus praticamente todos os dias, nunca reclamei, quem quer vencer na vida não tem tempo de ficar se lamentando, conheci o sistema judiciário baiano , aprendi a lidar com servidor público, como disse, tudo é aprendizado. O importante é saber extrair o lado positivo e não se acomodar, oportunidades aparecerão e tudo serve como preparação.  O terceiro estágio está em vigência, mas é assunto pra outro dia.
O post já ficou grande demais, encerro aqui minha participação, desejo a todos um ótimo 2012, e que eu volte mais vezes pra postar, comentem , o debate é muito mais interessante que um monólogo.



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Será que eu mereço? (Meritocracia no recrutamento e seleção)

                               


Passeando pelo Linkedin em alguns grupos interessantíssimos de discussão sobre recrutamento e seleção fiquei imaginado sobre o verdadeiro conceito de meritocracia, analisando o mesmo em um viés da esfera profissional.
No campo do direito existem duas vertentes muito divergentes e quiçá antagônicas, uma esfera pública e outra privada. Para a ocupação de cargos públicos, por exemplo, existe um conceito estanque de meritocracia onde o mesmo só faz presente, segundo o entendimento pacífico desse público alvo, com a aplicação das provas de concurso, os famosos certames. Mas será que uma prova é capaz de medir capacidade e merecimento de determinada pessoa?  Um maior número de fases de um concurso é capaz de suprir as deficiências de uma seleção que muitas vezes só tem aspectos objetivos?  
De pronto apresento logo uma grande contradição, sou muito cético em relação ao conceito de que merecedor de um cargo como Juiz, Promotor, Procurador, cargos esses que lideram os rankings de preferências dos estudantes de direito da atualidade, é aquele que mais questões acerta em uma prova, seja ela de 1 fase objetiva ou 15 subjetivas com prova oral. E porque você é contra Mateus?
Acho um pouco estranho, muitas vezes espantado, com a capacidade da administração pública em negligenciar tanto qualidades que o setor privado desenvolve e que poderiam ajudar no melhor funcionamento da máquina pública.  Voltando ao cerne do debate e para exemplificar melhor o meu questionamento faço-lhes uma pergunta. Será que o Poder Judiciário e o Estado como um todo é tão especial assim para virar as costas para anos de estudos e pesquisas em Recursos Humanos, psicologia organizacional, recrutamento e seleção, esquecendo de conceitos elementares para o sucesso de qualquer empresa, seja ela pública ou privada, por apenas uma prova?  Acredito piamente que não.
Além de saber de legislação, esses futuros operadores do direito precisam de muitas outras habilidades que não são ensinadas nas faculdades. Não é porque o ensino jurídico é arcaico que a seleção precisa se acomodar com essa realidade. A partir do momento que a seleção mudar, os candidatos irão procurar se adaptar às mudanças, não que eu acredite ser essa a melhor solução, e nem o melhor fundamento para a mudança, estou apenas fazendo uma provocação, fomentando o debate.
Na minha realidade de estagiário farei uma comparação bem básica, nas entrevistas de estágio que já participei, já fiz provas de casos concretos, entrevistas com gerentes de recursos humanos, dinâmicas, testes de QI, redação etc. Os amigos que fizeram prova do Ministério Público agora, se não me engano, fizeram uma prova objetiva, nem sei ao certo se teve redação. Será que não existe algo errado?
Não quero com isso dizer que o pessoal da esfera privada é melhor que os da pública. Estou afirmando que a seleção como hoje é feita não premia os melhores, os verdadeiros preparados para os cargos. Imagine se existissem headhunters nos concursos públicos, estudiosos do comportamento, especialistas em recrutamento e seleção, todos focados em achar os melhores e mais preparados candidatos para ocuparem os mais altos cargos da administração pública? Seria um sonho.  
Falar que isso daria margem a arbitrariedades, injustiças , excesso de subjetividade ... Sempre vai ter gente reclamando, mesmo nos moldes atuais ainda falam que só passam em alguns concursos  com  “peixada”.  
Acho que se o Estado procurar aprender um pouquinho só com a esfera privada, o princípio da eficiência seria verdadeiramente respeitado, sabendo que o público tem características especiais, mas que elas não o fazem pior por isso, apenas diferente. 

domingo, 2 de outubro de 2011

Brasil o País do Futuro – Advocacia Moderna

                                               

Sabe aquela velha história que todos ouvíamos “O Brasil é o País do Futuro?”. É doutores, esse futuro chegou, e hoje a terra do futebol é a bola da vez. Estados Unidos enfrentando crises e instabilidades, igualmente situação vive a União Européia. No jogo econômico nós fizemos uma mudança de posição e estamos vivenciado a maravilhosa experiência de atacante titular.
E como isso afeta nossas vidas? O que isso influencia na minha formação e atuação profissional? Essa conjuntura econômica afeta diretamente a maneira como nós, futuros operadores do direito, e todos os outros profissionais devem se portar diante da realidade de mercado.
Aumentou consideravelmente o interesse de grandes empresas em atuar no Brasil, aqueles que já possuíam investimentos estão ampliando sua carteira de aplicações e diversificando-as.  Nossa economia estável, nossa boa reação diante da crise econômica, nos coloca numa condição privilegiada e dentro do mundo dos negócios.
Essa realidade afeta todas as profissões, como eu havia dito, e sobrevive nesse mercado competidíssimo quem melhor se adapta às necessidades desses rigorosos clientes estrangeiros.
No ramo da advocacia , e falo aqui da moderna advocacia e de alto padrão, o que está em alta nos grandes escritórios e grandes bancas em São Paulo e Rio de Janeiro é  a sigla M&A ( Mergers and Acquisitions). Esqueçam aquela imagem do advogado que vai atrás de Juiz para dar despacho, que vai ficar contando dias para o fim do prazo ou coisas afins. A bola da vez é o advogado do business, a consultoria jurídica.
Esse advogado atua de maneira corporativa, participa de reuniões com acionistas, controla processos de aquisição, fusão, compra e venda de companhias. Muitas vezes lidera processos de negociação, trabalha muito mais com gente, gestão, do que propriamente com papel.  
A formação do advogado desse porte passa por algumas premissas básicas, listarei algumas delas, haja vista que a dinâmica desse mercado é altíssima, ele não está 100% preparado nunca devendo se reciclar constantemente. O inglês fluente vale tanto quando o seu diploma de direito, ou seja, sem inglês em nível avançado você não passa nem perto de um estágio inicial nessa carreira. Outra questão importante é a capacidade de resolver problemas, esse advogado lida com diversos tipos de legislação e entraves jurídicos. Conhecer de economia, mercado, ser um gestor de pessoas, ter experiência em negociação é essencial. Esse mundo é muito mais consultivo do que contencioso. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pesquisar para Mudar ( Pesquisa Acadêmica)

                                                               

O curso de Direito é bastante peculiar, apresenta características muito íntimas e que o diferencia das demais instâncias do saber. Não o considero melhor nem pior que outras ciências, e o direito é uma ciência? Deixo a cargo da epistemologia essa discussão. A vida me ensinou que conhecimento nunca é demais, e não deve ser negligenciado de maneira alguma.
O Direito é diferente, diferente no sentido de distante, no sentido da falta de interdisciplinaridade. Incomoda-me a falta de diálogo entre o Direito e as outras áreas do conhecimento. Nos cursos jurídicos de graduação vemos pontualmente matérias como Sociologia Jurídica, Psicologia Jurídica, porém são, em sua maioria, desprezadas pelo corpo discente.
Acredito que saber direito é necessário para aprendermos melhor sobre a convivência humana, balizados ou não por suas fontes, sejam elas formais ou informais. Em minha opinião  a razão da existência do direito pressupõe uma relação interpessoal, para regularmos essa convivência precisamos não só saber das leis. Faz-se necessária uma compreensão do ser humano enquanto indivíduo, pessoa, e como fenômeno social.
Será que estamos aprendendo em sala de aula a lidar com os problemas, que iremos nos defrontar quando num futuro próximo, operadores do direito nos tornarmos?  Estudar 8 matérias de direito Civil, mais 6 de direito Penal, onde se olha muito para o código e pouco para a sociedade, não nos torna capazes de resolver conflitos de maneira justa, eficiente e dificulta-nos  a busca pela efetivação da justiça. E existe uma solução para esse problema? Qual seria ela?
A resposta eu venho buscando ao longo desses cinco semestres de graduação, com o pouco de conhecimento que venho adquirindo através de muito estudo e reflexão, acredito que a mudança passa muito perto do fomento ao pensamento crítico.  Reproduzir conhecimento é muito diferente de produzir conhecimento. Pensar não tem preço, construir um raciocínio, defender uma idéia oriunda de uma reflexão própria tem um poder libertador.
No ambiente acadêmico a saída para esse dilema, a mudança da reprodução para a construção do conhecimento, está muito alinhada com as pretensões da pesquisa acadêmica.
Fundamento essa argumentação partindo de um dos elementos da pesquisa, que é o problema. Não se faz pesquisa sem pensar um problema, não se faz pesquisa sem utilizar referências, não se produz conhecimento acadêmico de verdade sem reflexão e questionamento ao conhecimento posto, seja ele majoritário ou não.
Escrever um artigo, uma tese, é muito mais do que reproduzir um enunciado extraído de uma interpretação vazia do ordenamento jurídico e discorrer em uma prova. É se aprofundar em um tema, é ultrapassar a barreira do vazio, é esquecer a condição dogmática de certas opiniões doutrinárias. Academia é debate, e para debater é preciso conhecer e saber argumentar.
A partir do momento que os cursos jurídicos passarem a focar a formação do alunado no pensamento crítico, ai sim poderemos pensar em mudança. Formar um exército de bacharéis pensantes é uma arma muito poderosa.  Será que seria um interesse para quem está no topo dessa cadeia? Os poucos formadores de opinião, que ecoam seus discursos e são reproduzidos como verdades absolutas querem perder esse posto?
Isso é assunto para um próximo post. Fico feliz em saber que em minha Universidade ainda existe professor mágico. Porque só tirando um coelho da cartola para incentivar a pesquisa acadêmica diante de tantos empecilhos. 

Andem contra a maré, se existe uma unanimidade , desconfie dela, concorde, mas investigue antes!! 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Encontro Nacional de Empresas Juniores


                                               

No mês de agosto, precisamente no dia 10, começou o evento mais importante do movimento empresa jr, o ENEJ (encontro nacional de empresas júnior). Sediado em Foz do Iguaçu no Paraná, durante os 4 dias de palestras, cases , rodas de discussão, mais de 2 mil empresários juniores se reuniram com uma intenção, SOMAR. Sigma é a letra que deu nome a edição 2011 desse evento anual, essa letra grega representa a soma, nesse caso, o compartilhamento de idéias, troca de tecnologias e práticas de sucesso.
Como não poderia ser diferente, a ADV jr marcou presença, nossa empresa esteve representada, além de mim, por: Adriana Mattos, Louise Andrade, Alessandro Marques, Fernanda Barros e Juliano Brotto. Com um lema – Desenvolvimento Colaborativo – A ADV jr realizou uma reunião com representantes de outras empresas jurídicas que estavam no evento. Durante esse encontro, aproximamos realidades, nos localizamos estrategicamente em relação às instituições das nossas respectivas universidades e pensamos uma maneira de aproximação junto a OAB.  Comparamos as cartas de serviços, mostramos metodologias, falamos sobre motivação, e o mais importante, a importância da assessoria jurídica para o movimente empresa júnior que é carente dessa assistência.
Todos já sabem da nossa existência, o surgimento de mais empresas juniors de direito é uma realidade, e a demanda pelos nossos serviços é imensurável. Firmamos uma parceria como meio para que esse crescimento ocorra forma organizada e com qualidade, mais um grande passo na história da ADV jr foi dado. O Enej Sigma mostrou que estamos muito bem, não podemos parar, a empresa precisa crescer,  orientar e aprender com as demais, sejam elas de direito , engenharia ou nutrição. O movimento empresa jr é isso, grande, forte, colaborador e organizado. Foi muito gratificante ver a ADV jr construindo nesse contexto e fazer parte dessa caminhada.
Falar sobre o quão enriquecedor foi essa experiência não é fácil. Encontrar jovens dos mais variados lugares, dispostos a mudar o país, cada um com sua perspectiva , com peculiaridades diversas é empolgante. Foi uma agradabilíssima surpresa descobrir que o maior movimento jovem do mundo é unido, e tem em sua missão uma palavra muito importante, altruísmo. Empresas juntas, construindo conhecimento, desenvolvendo metodologias, processos , otimizando resultados com uma finalidade, Impactar!! Criar um impacto positivo na sociedade, devolver as benesses que a universidade na forma de empresa junior aufere aos seus estudantes. Retribuir com boas práticas , agradecer pelo conhecimento e experiências adquiridas ao longo desse período. O Enej Sigma foi inesquecível, aguardo ansioso pela chegada do JEWC 2012 ( Junior Enterprise World Conference) em Paraty-RJ. Ano que vem o Brasil será pequeno, o Movimento Empresa Junior abarcará o mundo.

domingo, 24 de julho de 2011

Matar um leão por dia (Motivação)




Dizem que vida de advogado é uma vida difícil, e que ele precisa matar um leão por dia. Será que essa frase não se aplica a qualquer tipo de profissão? Aquele médico que labuta horas e horas em seu consultório, seja ele atendendo em bairros nobres, ou o plantonista do HGE.  O engenheiro que despende muito do seu tempo até que sua obra seja finalizada, o pintor que a cada dia aperfeiçoa seu trabalho, o operário de uma indústria que a cada dia precisa cumprir sua meta. Matar um leão por dia não é privilégio dos advogados e sim de todas as profissões.
O que fazem as pessoas passarem 20, 30,40 anos repetindo suas atividades  por cerca de 8 horas diárias? Amor, necessidade, conveniência, cada um possui o seu motivo, porém eu acredito no amor a profissão. Fazer o que se gosta, ter o prazer em trabalhar, levantar e enfrentar mais um dia de trabalho duro, altos e baixos, desânimo. Superar essas adversidades até chegar ao sucesso profissional e a realização pessoal não é fácil. Não me recordo de ter notícia de alguém que é bem sucedido em qualquer área, qualquer trabalho, qualquer atividade, que não tenha suado para chegar a essa condição, o sucesso é reflexo de muito trabalho, olhar somente a glória é esquecer a dura trajetória, é renegar o caminho de espinhos até chegar ao perfume das rosas.
Eu vejo a cada dia menos motivação, mais gente sem perspectiva, sem ânimo de seguir em frente, jovens, inteligentes, com toda uma vida pela frente, passando por boas faculdades, bons profissionais, boas oportunidades e sem aproveitá-las. Aquele que não sonha, não tem porque lutar, não tem uma meta , um objetivo a perseguir. Como vocês, meus caros colegas ,se enxergam daqui a 5 anos? O tempo passa rápido, outro dia passei no vestibular, e estou vendo muito dos meus amigos já se preparando pra apresentar monografia, outros já se foram do meio acadêmico. E iremos fazer o que após aparecermos com o caneco na mão?
Planejamento é um dos principais fatores para evitar o desespero após a formatura. Acho sinceramente que devemos evitar ao máximo desgastes na transição entre formatura para o mercado de trabalho, seja você um dono de negócio, um autônomo, ou alguém que pretenda entrar para a administração.  Falando para os amigos que optaram pelo caminho do concurso público, cuidado meus caros. “Concurseiro” não é profissão, muito menos carreira, estabilidade e conta bancária não são sinônimos de felicidade, difícil é você ser feliz sem nem saber o que vai fazer, essa história de onde eu passar está bom, é complicada. Quero ver meus colegas, futuros juízes, promotores, procuradores, bem sucedidos profissionalmente e principalmente realizados pessoalmente, desempenhando um belo papel, e sem dúvida o farão, se não acreditasse no potencial de cada um, não estaria escrevendo esse texto. 
O que quero dizer é que você tenha seu salário garantido, sem atrasos, um belo salário, diga-se de passagem, mas que acorde com a mesma gana que um empreendedor acorda todos os dias, pois se ele falhar, no final do mês sentirá as dificuldades. É matar um leão por dia, ser feliz em realizar um belo papel, com honestidade, probidade, é se esforçar ao máximo para ser o melhor. Se passar num concurso desses é uma guerra, desejo profundamente que a guerra não termine após a diplomação, e que ela se dê até o dia da aposentadoria.Estar nessa guerra não é algo ruim, é ter sangue pulsando nas veias,  é ter prazer em coemorar a vitória suada. Torço muito pelo sucesso de vocês, desejo muito sangue no olho e vontade de vencer, ocupando o cargo que for, atuando na área que for, nunca percam a motivação, os sonhos,.Lutar sempre, vencer as vezes e desistir jamais.
Acho que é disso que estamos precisando pra mudar um pouco da realidade do judiciário baiano e brasileiro como um todo, motivação, prazer no que se faz, é aquela velha historinha de matar um leão por dia.
Forte abraço, daquele que vislumbra o sucesso de seus semelhantes, boa sorte meus caros, o caminho é difícil mas vocês são diferenciados.