Não é nenhuma novidade que o curso de direito é bastante amplo, possui uma grande diversidade de carreiras e oportunidades aos bacharéis. Através do exame de ordem obtêm-se a carteira da OAB, autorizando o seu detentor a exercer a advocacia. Contamos com a carreira de magistrado , a advocacia pública , o Ministério público, enfim, o direito é abrangente em todos aspectos.
A vedete do momento, de alguns anos para cá, é a carreira construída em órgãos públicos, a grande maioria dos estudantes de direito, pretendem entrar na Administração Pública, o chamado ESTADO. Como acontece em muitos casos, logo quando adentrei a faculdade de direito, a família, amigos, colegas, sempre sinalizavam, e acontece até hoje, sobre as maravilhas de ser concursado... ESTABILIDADE, PAGAMENTO EM DIA, POUCO TRABALHO, enfim, os mais variados tipos de argumentos eram usados para me persuadir a tornar-me um profissional dos concursos, os famigerados concurseiros.
Durante um breve período, me seduzi com a possibilidade de ganhar 4, 5 mil reais durante minha graduação, provento que como estagiário não passaria dos 700, chegaria aos 600 com muito sacrifício. Solteiro, morando com os país, realmente um vencimento no fim do mês de 5 mil reais encanta qualquer jovem, e logo me vinha na cabeça, viagens, carro, festas etc. Cheguei até a entrar em um curso preparatório para concursos, vivi o clima de concorrência, o stress, a rotina de estudos. Mais uma vez chegou aquele momento de reflexão , como ocorrera quando resolvi retornar de São Paulo. Onde quero chegar com o direito? Qual o meu objetivo depois de formado? Minhas escolhas estão sendo realizadas de acordo com meu perfil pessoal?
Depois de alguns dias refletindo, percebi que eu estava caminhando contra minha essência, e que certamente uma escolha errada, me faria um profissional frustrado lá no futuro. Sempre gostei de atividades onde eu deveria ser responsável por meus sucessos, e que boas práticas fossem recompensadas com ótimos resultados. A estabilidade que possui como conseqüência uma certa estagnação nunca me deslumbrou, preferi sempre, correr riscos calculados para obter melhores resultados, a certeza de um resultado igual independente do meu desempenho sempre foi um fator desestimulante. Foi nessa perspectiva que direcionei minha carreira esportiva e no direito não deveria ser diferente, pois mais que uma opção, essa característica faz de mim quem eu realmente sou. Um cara de perfil arrojado, inovador e que estabelece metas e trabalha em busca de resultados sempre melhores. Por isso desde novo me interessei pela bolsa de valores, mais tarde conheci o poker , onde desenvolvi muito algumas habilidades, e trazendo para o plano profissional, a advocacia seria a decisão mais acertada.
E por que advocacia? Por que nela eu posso sempre buscar novos desafios, colocar em prática minha aprendizagem, não só a técnica jurídica, mas elementos relacionados a gestão, relações interpessoais, marketing, coisas que sempre despertaram muito meu interesse.
E essa decisão foi sendo construída ao longo do 3° semestre de faculdade e totalmente consolidada agora que me encontro no 4° período. Focado em minha escolha profissional, agora eu iria buscar dentro da universidade compor os diversos requisitos que um advogado precisa possuir para ser considerado um bom profissional. Além de técnico, juridicamente falando, ele precisa ter uma boa oratória, ser persuasivo, comunicativo, direto, versátil, perspicaz etc. Muitos desses elementos não aprendemos nos livros, mas sim no dia a dia da faculdade, estágios e projetos de extensão. Na busca por esse aperfeiçoamento, foi que decidi participar do processo seletivo da Empresa jr de direito da UFBA, a ADV jr. Aprovado, me encontro agora no período de rodízio trainee, passando por todas as diretorias, aprendendo o funcionamento da empresa.
No próximo post explicarei como foi minha entrada na empresa, falarei sobre os serviços prestados e um pouco sobre o movimento empresa jr no Brasil. Tenho muitas idéias, muitas opções, e muita sede de conquistas, o direito me fascina cada dia mais. Sou apenas um jovem advogado em construção, encantado com meu curso, um jovem empreendedor deslumbrado com as proporções que meus resultados podem alcançar.
Sangue no olho sempre! Isso eu tenho certeza!
ResponderExcluirÉ meu brother, a cada dia que passa o número de "advogados" frustrados por não passarem em concursos públicos aumenta, e o que vemos é um monte de merda sendo feita a torto e a direito...
ResponderExcluire aumenta da mesma forma a quantidade de concurseiros que ingressam numa faculdade de Direito sem ter alguma vocação para a área...estes são os futuros "estáveis, com pagamento em dia e COM POUCO TRABALHO".
a situação é tão crítica que permite até generalizações.
Bom saber que ainda tem pessoas comprometidas com o Direito, com o seu futuro trabalho, e com o meio no qual é partícipe.
Sigo um caminho diferente.
ResponderExcluirApesar de concordar que estagnação não é um bom caminho, não creio que passar em um concurso público vá me tornar um profissional estático.
Mas o que você falou faz muito sentido. Você segue um caminho muito bem pensado e tenho certeza que você será um profissional de grande sucesso no futuro!
O bom é saber que existem sempre as exceções man, por que toda generalização é simplista demais. Eu imagino daqui a alguns anos eu encontrando meus amigos de faculdade nos fóruns e tribunais da vida e relembrar esses bons tempos de graduação, resenhas, reflexões...
ResponderExcluirValeu pelo comentário, abração.
Mil grau.
ResponderExcluirAcho incrível essa sua forma de pensar e essa sua vontade de não ser simplesmente "mais um" (mais um concursado, mais um advogado, ...), e tenho certeza que se continuar nesse caminho em vez de ser "mais um" será "o melhor". Você escreve muito bem!
ResponderExcluirFernanda Wernersbach