domingo, 29 de maio de 2011

Tempo é dinheiro (Administração Gerencial)

              

Tempo é dinheiro? Ouvimos esse clichê muitas vezes e na correria do cotidiano o seu real significado pode passar despercebido, acontece comigo e certamente deve ter ocorrido com a maioria de vocês. Estudando direito administrativo e pesquisando sobre a evolução da administração estatal ao longo da história , juntamente com as reflexões que me vem a cabeça ao longo de minhas tarefas relacionadas a empresa jr,  afirmo que  é a mais pura verdade, TEMPO É DINHEIRO.
Dinheiro nesse caso sendo utilizado em seu mais amplo sentido, porque com o mercado cada vez mais competitivo, rapidez com eficiência são qualidades essenciais de trajetórias de sucesso no mundo empresarial.  Os gurus do mercado financeiro costumam afirmar que a diferença entre uma boa oportunidade de trade e negócios em geral, está no seu TIMING, ou seja, o momento certo de efetuar a transação. É visualizar a oportunidade, realizar as atividades necessárias e colher seus resultados antes que se perca sua condição de promissora.
A administração gerencial deve-se ser aplicada não só no meio privado, também gera grandes benefícios na esfera pública. Quem precisou de algum serviço prestado pelo Estado sabe do que se trata, a burocracia e as amarras de quase toda atividade que passa pela instância da administração diminuem em muito a sua efetividade e aumentam o tempo para obtenção de resultados. Quem se utiliza da justiça comum, em média, sabe que é difícil ter um processo julgado em menos de 5 anos, a esfera de atuação dos juizados especiais, onde os litígios são julgados mais rapidamente, não abarca a grande maioria dos processos ,são exceção. Justiça lenta, injustiça se faz presente.
Não estou aqui afirmando que  os negócios realizados pelo Estado devem ter o mesmo tratamento e fiscalização realizadas como se fossem de natureza privada, são realidades diferentes, sujeitas a ordenamento jurídicos e princípios diferentes. Um jornalista tem um prazo de até meia noite para fechar a matéria, para que ela possa entrar na parte de impressão e o jornal circular completo no dia seguinte, o mercado, o prazo esse é o norte dessa atividade. Um juiz pode demorar mais de julgar um processo, afim de realizar a melhor decisão, efetivar a justiça, sendo as garantias constitucionais um de seus maiores pontos de referência, a realização da justiça  é o seu fim principal. 
Administrar gerencialmente o gabinete de um juiz, organizando tarefas, premiando metas, buscando o fomento por uma boa produtividade, são maneiras de melhorar seus serviços prestados, e isso se faz muito recorrente na realidade do judiciário baiano, onde nossos cartórios não  são privatizados. Quem precisa resolver diligências no fórum sabe o quanto é difícil conseguir fazer uma carga, olhar um processo, protocolar uma petição, tudo isso poderia ser melhorado, tudo passa por uma questão de mudança na mentalidade.  Seria muito fácil somente colocar a culpa em nossos servidores, mas vezes os meios fornecidos para a realização não são os mais adequados, atrasando mais ainda os resultados positivos.
Como havia comentado antes, os princípios que balizam a atividade privada como autonomia da vontade, eficiência, legalidade, são interpretados diferente para a Administração, onde prevalece o interesse público sobre o privado, são necessários mais mecanismos de fiscalização e avaliação de seus atos, gerando maior segurança e transparência para o contribuinte. O problema é quando essa segurança e transparência se dão de forma errônea, em demasia, gerando desperdícios e atrapalhando o desenvolvimento.
A aparelhagem burocrática necessária para se abrir uma empresa no Brasil, condena milhares de pequenos e micro-empresários do lado de fora da formalização. Abrir e fechar uma empresa são tão complicados que muitas vezes negócios ficam meses sem poder operar de forma regular, sem atuar, esperando autorizações, documentos, que muitas vezes nem são essenciais, e fazem parte daquele rol de papéis exigidos por nossa mentalidade burocrática. Sem a regularização plena, muitos direitos trabalhistas são suprimidos, impostos são sonegados, gerando menos renda pra o trabalhador, menor fomento para a geração de empregos, e deflagrando um processo de supressão no aquecimento da economia.  Administrar gerencialmente seja uma empresa pública ou privada se encaixa, com as devidas adequações, de maneira a aprimorar sua forma de atuação.

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